Sunday, September 24, 2006

Mães.

Se eu pudesse mudar uma coisa no mundo, não pediria nada daquelas coisas politicamente corretas que todos pedem, tampouco algo pessoal e egoísta, mas algo que realmente mudaria a vida de todos os homens: pediria que todos os homens também pudessem ser mães.

Há algo de inexplicável, de mágico, em ser mãe. É como se fosse um daqueles joguinhos modernos de video-game. A mulher, quando engravida, ganha atributos fantásticos, instantaneamente, do mesmo modo como os personagens do joguinho ao alcançar um novo estágio.

Toda mãe aprende naturalmente a cozinhar, pois os filhos nunca reclamam. Toda mãe sabe qual o remédio [ou chazinho] certo para o problema do seu filhinho. Toda mãe sabe o que o filho está pensando. Toda mãe sabe quando o filho está mentindo ou ocultando alguma coisa [isso é feio, hein, criançada?!?]. Toda mãe sabe quando o filho está apaixonado, e ainda descobre quem é a garota, mesmo que nunca a tenha visto e que mal tenha ouvido falar dela -- além de dar seus pitacos dizendo se que a garota é ou não ideal para o filhinho dela.

Além de toda essa coisa sobrenatural, há também a força física. Meu deus, aqueles que dizem que os homens têm mais força são insanos ou não tiveram mãe, infelizmente. Uma mulher frágil cria forças para carregar um bebê superpesado por meses antes de nascer, e tempos depois de nascido. Tudo isso sem mencionar a absurda mudança instintiva. Duvido que na antiguidade os homens não seriam muito melhores caçadores se tivessem os instintos maternos.

Porém, de tudo isso, o mais fantástico ainda é sua capacidade de amar. Não creio que nenhum outro amor no mundo se compare ao Amor de Mãe, sim, em letras maiúsculas. Aquele sentimento puro, que é capaz de fazer uma pedra chorar, e de fazer uma criança parar de chorar. Esse amor é a essência de todos os outros.

Posso ser apenas um cara com distúrbios mentais que Freud deve ter explicado em algum lugar, mas o mundo seria bem melhor se todos os homens fossem mães.
Perdi meu primeiro texto, droga!